quarta-feira, 16 de março de 2011

Mulheres do campo e da cidade reafirmam luta pelos seus direitos

O ato de comemoração alusivo ao Dia Internacional da Mulher - 8 de março, em Curitiba, aconteceu neste sábado (12) com a participação de centenas de mulheres. Representantes de diversos movimentos sociais de mulheres e de feministas fizeram a tradicional caminhada da Praça Santos Andrade até a Boca Maldita.  A manifestação, que este ano tem o tema "Ousar Mais, Avançar Sempre!", também marcou o lançamento da Campanha Salarial 2011 da APP-Sindicato.
Durante o percurso pelas ruas de Curitiba, as mulheres realizaram setes atos. Em cada um deles, abordando temas relacionados às questões de gênero. As paranaenses reivindicaram igualdade no mundo do trabalho, maior participação da mulher nos espaços políticos e de poder, o fim de todas as formas de violência contra a mulher, direitos sexuais e reprodutivos,  igualdade racial, políticas em defesa da soberania alimentar e da agricultura familiar, do direito à educação e creches para os filhos.
A presidente da APP- Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, enfatizou a luta das educadoras por  salários e condições dignas de trabalho. "Vamos continuar a nossa luta pela equiparação salarial,o principal ponta da nossa campanha salarial. Queremos que os nossos salários sejam iguais aos dos demais servidores que possuem a mesma formação que a nossa", defendeu.
Também sobre o tema educação, a vereadora professora Josete falou sobre a importância da criação de creches. Segundo ela, a função da maternidade não é apenas é uma responsabilidade da mulher, mas de todo o conjunto da sociedade e do Estado. "A maternidade não diz respeito somente as mulheres. A perpetuação da espécie é responsabilidade de toda a sociedade. Em vários municípios do país e em Curitiba, onde a situação não é diferente, as mães não têm onde deixar os filhos para poderem trabalhar. É preciso que sejam criadas creches, uma política publica de responsabilidade do estado", destacou.

Mulheres da Via Campesina e MST na luta contra transgênicos e agrotóxicos -  Seguindo a Jornada Nacional de Mobilizações das Mulheres -  que esse ano traz nacionalmente a Campanha contra o uso dos agrotóxicos - aproximadamente 300 mulheres da Via Campesina e MST, se reuniram em atos públicos de protestos nesta sexta-feira (11/03) em Ponta Grossa. No ato final, em frente a Cargil e Bungue, as mulheres ficaram sob o olhar e as armas de policiais, que foram acionados prontamente para intimidar os/as manifestantes.
A mobilização das mulheres da Via Campesina e MST foi alusiva ao Dia Internacional das Mulheres. Homens e mulheres de assentamentos da Reforma Agrária escolheram a data para protestar contra as várias indústrias do agronegócio que produzem insumos agrícolas e agrotóxicos (venenos), levando a contaminação dos trabalhadores e trabalhadoras e o aprofundamento da crise ambiental e das mudanças climáticas.
 Além do ato em frente aquelas empresas, as famílias do assentamento foram à sede da Embrapa cobrar a documentação do INCRA referente à posse das terras. De lá seguiram para a Praça central (parque Ambiental), onde fizeram a partilha de alimentos da agricultura familiar camponesa. Também caminharam pelas ruas de Ponta Grossa fazendo panfletagem até a Câmara Municipal, local onde participaram de uma audiência publica sobre Direito e Violência contra as mulheres. A atividade contou com a participação da secretária estadual de Gênero e Igualdade Racial da APP, Lirani Maria Franco, e da assessoras Solange Ferreira e Vanessa Reich. 


DA ASSESSORIA DA APP SINDICATO